“Colocar um problema é precisamente o começo e o fim de toda a história. Se não há problemas, não há história. Apenas narração.” (Lucien Fevbre, 1985)

Estamos no governo de Getúlio Vargas. Como chefe do Governo Provisório, instalado no poder com a Revolução de 30, ele decidiu - cedendo às pressões - constitucionalizar o país. Para isso, convocou eleições para a Assembléia Nacional Constituinte em maio de 1933. Em 14 de julho de 1934 a Constituinte promulgou a nova Constituição do país e o elegeu, de maneira indireta, como presidente da República, com mandato até 3 de maio de 1938, quando seriam convocadas eleições diretas para a presidência. O governo não está nada fácil. Os movimentos de reivindicação são muitos, há greves da classe operária, agitação em diversos setores da classe média e campanhas antifascistas. Para garantir o controle da situação, o Congresso promulga, em 4 de abril de 1935, uma lei que considera as greves dos funcionários públicos , a propaganda subversiva e a organização de associações ou partidos com o objetivo de subverter a ordem pública como crimes contra a ordem política e social.

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